quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

No que você está pensando?

No que você está pensando?














Esta é uma frase que condiciona o leitor à reflexão. É bem conhecida no mundo virtual. 
Em resposta a ela, a maioria dos internautas acabam por revelar um pouco de seu lado oculto; alguns compartilham emoções, outros frustrações, desenganos, amizade, felicidade, auto ajuda, etc.
Alguns aproveitam para mostrar o descontentamento com o governo e com as instituições. 
Há campanha para proteção dos animais; publicação de atrocidades cometidas contra idosos, crianças e deficientes.
Há críticas contra igrejas evangélicas e outros seguimentos religiosos. Enfim, uma miscelânea de sentimentos na tentativa de expressar "no que você está pensando". 
O fato é que a globalização nos satura todo minuto de informações, algumas úteis, a maioria inúteis, e nossa cabeça vai inflando, tentando desvendar para que lado deve pender.
O seguidor de Cristo sabe que não é nem para a direita, nem para a esquerda, mas deve prosseguir olhando para "o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:14).
Além do mais, a recomendação bíblica de vida para os cristãos é "e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento" (Romanos 12:2). 
O mundo e todo o seu gerenciamento através dos governantes e representantes dos países estão controlados por um sistema que culminará com a falência mundial. Afinal, o fim vem!
Devemos ficar de braços cruzados esperando que aconteça o pior? Não! 
Estamos nesta terra, mas não somos daqui. Como diz o Salmo 119:19: Sou peregino na terra...
A nós cristãos foi confiada a seguinte missão: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a obedecer a tudo que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com voces, até o fim dos tempos". Mateus 28:19-20.
Para dar cumprimento a esta missão, não podemos nos amoldar, tomar a forma do padrão deste mundo. Cada vez que em minha reflexão apoio ou faço comentários divorciados dos princípio da Palavra de Deus, eu coloco mais  lenha na fogueira e me afasto de experimentar e comprovar a boa, agradével e perfeita vontade de Deus.
No que pensar então? O apóstolo Paulo tem uma boa resposta:
"Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, seja isto que ocupe os vossos pensamentos" (Filipenses 4:8-9).
Afinal, "a sua boca fala do que está cheio o coração" (Lucas 6:45).

E então: No que você está pensando?









quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O QUE RESTARÁ DA SUA HISTÓRIA DE VIDA?

“Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas.” Salmo 145.4


Como as pessoas reagirão à nossa morte? Como será a notícia do dia do nosso falecimento? O que irão dizer a nosso respeito no dia em que morrermos? Como será o final da nossa história de vida?

Alfred Bernard Nobel nasceu no dia 21 de outubro de 1833 em Estocolmo, na Suécia. Era filho de um inventor e aos 16 anos já era um excelente químico. Como seus pais trabalhavam em minas, ele começou a trabalhar no sentido de estabilizar a nitroglicerina que é altamente instável e pode explodir.

Um de seus irmãos morreu numa explosão dessas. Nobel trabalhou no sentido de tornar a nitroglicerina não tão combustível para não explodir com tanta facilidade.

Nesse processo todo acabou inventando a dinamite e, também, passou a inventar outros tipos de dinamite que serviam para abrir estradas, buracos de minas etc.

Ele continuou os seus experimentos e acabou criando ainda outros explosivos que seriam futuramente utilizados na indústria bélica. Nobel fundou algumas indústrias de produção de armas. Sete anos antes de sua morte, um dos seus irmãos morreu.

Nessa época, eles já estavam milionários. Os jornais da França, quando receberam a notícia da morte do irmão do Nobel, confundiram pensando que quem havia morrido era o próprio Nobel. Os jornais diziam: “O mercador da morte morreu”.

Essa notícia correu através do mundo todo. Logo Nobel percebeu que a notícia falava sobre ele.

Então ficou tão abalado com a sua reputação e, sabendo a herança que ia deixar para o futuro de ser um homem que “mercadejava a morte”, ele deixou um envelope selado.

Neste envelope havia uma carta que dizia que ele iria deixar toda a sua fortuna para que se estabelecesse um prêmio na Suécia que honrasse aqueles que produzissem coisas boas e bonitas para a humanidade. Até hoje, o mais famoso prêmio que se dá àqueles que se destacam na medicina, na economia, na física, na química, na literatura e na paz, é o prêmio Nobel.

Quem ganha esse prêmio é honrado com um dos mais famosos e dignos prêmios que a humanidade pode dar a um ser humano. Nobel não queria ser lembrado como sendo “o mercador da morte”.

No dia em que morrermos, pelo quê seremos lembrados? No dia da nossa morte, as pessoas falarão a nosso respeito. Quando Jônatas morreu, Davi falou dele: “Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia de escarlata em delícias, que vos fazia trazer ornamentos de ouro sobre as vossas vestes. Como caíram os poderosos, no meio da peleja! Jônatas nos teus altos foi morto. Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres. Caiu um guerreiro em Israel!” 2 Samuel 1.24

Precisamos nos preocupar com aquilo que vamos deixar como legado. Grandes homens na Bíblia deixaram boas heranças:
  • Quando precisamos olhar para um homem que tinha intimidade com Deus, nos lembramos de Enoque.
  • Quando precisamos olhar para um homem de integridade, nos lembramos de José e Daniel.
  • Quando precisamos olhar para um homem humilde e quebrantado, nos lembramos de Davi, o homem segundo o coração de Deus.
  • Quando precisamos olhar para alguém que nos inspire pela sua singeleza de alma, nos lembramos de João, o discípulo amado.
  • Quando precisamos olhar para alguém que tenha conteúdo, disciplina e coragem, nos lembramos do apóstolo Paulo.
E nós? Que tipo de referencial seremos? Quando morrermos, qual será o legado que ficará de nós?

Qual será a lembrança que nossos filhos terão a nosso respeito?

Viver não é apenas desfrutar o presente. Quem vive apenas o presente, não vive. Viver é ter responsabilidade com o futuro. Se não tivermos responsabilidade com o futuro, condenaremos a próxima geração, pois estaremos colocando engrenagens em funcionamento que serão desastrosas para as pessoas que nos sucederão.

Muitas pessoas estão carregando consequências nos seus lares, fruto de decisões e atos de seus antepassados. São pessoas que hoje carregam marcas e estão destruídas.

A maior riqueza que deixaremos não é a material, e sim os valores que semeamos na vida de outras pessoas, que terão memória daquilo que fizemos. Quais são os processos que estamos gerando na nossa vida? Se alguém for escrever um relato da nossa vida, o que irão dizer? Que tipo de herança deixaremos?

Que possamos deixar uma marca positiva para nossa geração. Que possamos semear coisas boas na vida das pessoas e servirmos de inspiração para muitos.
 
Deus abençoe!
(**) Texto de Ronaldo Bezzerra
Autorizado pelo autor para os Blogs:

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

OUVIR, CRER, OBEDECER - ESTE É O SEGREDO DA TRANSFORMAÇÃO







Um bom exemplo bíblico de transformação é o primeiro milagre de Jesus: a água se torna vinho nas bodas de Caná da Galiléia.
O episódio narrado em João 2, se inicia logo após Natanael ter reconhecido Jesus como o Filho de Deus e o Rei de Israel.
É importante notar o envolvimento da fé neste reconhecimento. Jesus estava indo para a Galiléia e encontrou Filipe. Fez o convite: Segue-me. Imediatamente Filipe estava caminhando com o Mestre. Diz a Bíblia que Filipe encontrou Natanael e sem demora anunciou-lhe Jesus: Achamos Jesus, o Nazareno, filho de José, descrito por Moisés e os profetas.
Natanael pergunta: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?
Filipe simplesmente lhe diz: Vem e vê.
Quando Jesus avista Natanael, ele o classifica como um verdadeiro israelita, em quem não há dolo, ou seja, um homem sincero, direito e íntegro.
Natanael fica intrigado: Como este homem sabe quem eu sou? Ao que o Mestre lhe diz: Eu te vi debaixo da figueira antes mesmo que Filipe o encontrasse. Não precisou de mais nada, Natanael exterioriza a sua fé reconhecendo Jesus como o Messias – aquele que havia de vir -, o Filho de Deus. Por causa desse reconhecimento, a declaração de Jesus a Natanael é de acelerar o coração: Você verá coisas, provas, maiores do que esta.
Como tudo começou? Jesus chama Filipe, que aceita o convite e segue a Jesus, que apresenta Jesus a Natanael, que também segue a Jesus.
Este é o fundamento da fé: apresentar Jesus, sobre quem os profetas falaram; com quem os discípulos conviveram.
 Falar de Jesus gera fé.
A fé gerada, provoca uma explosão de milagres.
E foi isto o que aconteceu: Quem já tinha ouvido naquela época falar sobre água ser transformada em vinho? E vinho dos bons?
Maria, a mãe de Jesus foi convidada para o casamento. Também Jesus e os seus discípulos estavam ali.
Em certo momento da festa, Maria ficou sabendo que o vinho tinha acabado. A festa estava no meio. Imagina a preocupação dos serviçais! O que fazer?
Maria sabia exatamente a quem recorrer: Jesus.
Até então, Jesus não havia realizado nenhum milagre, mas, Maria sabia em quem ela cria. Apesar de Jesus ter dito que ainda não era chegada a sua hora, ela disse aos servos: Façam tudo o que Ele mandar.
Jesus realiza milagres a partir dos elementos que já existem.  Havia ali seis (06) talhas com capacidade entre 80 e 120 litros de água.
Jesus mandou os empregados encherem-nas com água. Eles obedeceram. Encheram. Ato contínuo, Jesus lhes diz para tirarem um pouco da água e levar para o mestre de cerimônias.
Ali estava o melhor vinho. Servido no meio da festa.
Jesus revelou a Sua glória e os discípulos creram nele.
Água é necessidade. O vinho é recompensa: representa alegria, felicidade, gozo, compensação. O vinho excelente representa o melhor desta terra.
Naquela festa que só havia água, agora tinha entre cerca de 480 a 720 litros de uma bebida sem igual. O segredo da transformação? Ouvir, crer e obedecer.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ADORAÇÃO E A ÚLTIMA CHAMADA







"E cantavam um cântico novo, dizendo:Tu és digno de tomar o livro, e de abrir seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação." Apocalipse 5:9

Adoração é o tema no qual tenho trabalhado nos últimos vinte anos. Mais do que um tema, adoração me desafia a um estilo de vida que é próprio dos filhos de Deus, conforme João 4:23: Mas virá a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai no Espírito e em verdade: porque são esses os adoradores que o Pai procura”. Os princípios bíblicos que tenho aplicado a minha vida, têm gerado profundas experiências que me levam a querer conhecer mais sobre o assunto. Como fruto desta busca, quero compartilhar algumas descobertas preciosas feitas no livro do Apocalipse.

DUAS LINHAS: ADORAÇÃO E JUÍZO

Para entender um pouco melhor Apocalipse, é interessante notar duas situações que se repetem constantemente ao longo do livro. Uma delas refere-se a adoração, seja no céu seja na terra. A outra trata dos juízos divinos sobre a terra, os homens, etc. Por exemplo:

"Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas". Apocalipse 4:10-11

"E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens". Apocalipse 9:15

A adoração é ministrada diante do trono, ora pelos quatro seres viventes e os vinte quatro anciãos, ora por um incontável exército de anjos, ora por homens de toda tribo, língua, povo e nação. O registro bíblico sugere-nos um momento único, jamais imaginado por qualquer um de nós, de extrema beleza e glória, quando toda criatura que há no céu, e na terra, debaixo da terra, e no mar oferecem estrondosa adoração àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro Jesus!

Quase que paralelamente à adoração segue a linha dos juízos, culminando no capítulo vinte com o juízo final.

LEÃO: SÍMBOLO DE AUTORIDADE

"E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores: eis aqui o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos."

Apocalipse 5:4-5

Tento me colocar no lugar do apóstolo João diante de tantas revelações e da grande responsabilidade de registrar tudo o que via e ouvia, sem descartar as fortes emoções que certamente o acompanhavam a cada instante. No caso do texto acima, nosso herói "chorava muito por não haver alguém digno de abrir o livro". Deve ter sido um momento de intensa frustração e desespero... Por fim, um dos anciãos consola João anunciando ao Senhor, simbolizado na figura de um leão - o Leão da tribo de Judá - representando governo e autoridade, que ao vencer todos os inimigos, tornou-se o único ser no universo digno de abrir o livro! Que maravilhoso deve ter sido para João o soar daquele anúncio... Talvez seria como voltar no tempo e contemplar o triunfo da cruz. Não podemos nos esquecer que este Senhor poderoso venceu a todos os inimigos na cruz, como "leão". Quanto mistério há na cruz... Pois nela Jesus venceu tanto como cordeiro, quanto como leão. Diante destes inimigos abaixo, sua postura foi a de um leão implacável:

ü o pecado

ü a carne

ü a velha natureza

ü a lei

ü o mundo

ü as doenças

ü o diabo

ü principado e potestades

ü outros mais

Após vencer na cruz, ao terceiro dia Jesus ressuscitou e ascendeu aos céus. E os portais eternos se abriram para a chegada do Rei da glória, o Senhor forte e poderoso na batalha que vive para sempre e tem toda autoridade no céu e na terra!

Pr. Adhemar de Campos

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MINISTRAÇÃO NO CULTO - 1


I - O valor do culto
:

I Pedro 2:5: “E agora vocês também se tornaram pedras vivas para Deus utilizar na edificação da sua casa espiritual. Vocês são os seus sacerdotes santos, por isso ofereçam sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo”.
Mateus 4:10b: “...adore somente o Senhor, o seu Deus. Sirva somente a Ele (preste culto somente a Ele)”.

Comumente, o culto inicia-se com a adoração. Por que? Prestar culto é reverenciar, homenagear. Lembre-se: Não saímos de casa aos domingos para uma reunião; saímos para um culto.

O texto de Mateus indica que o culto deve ser prestado a Deus, começando pela adoração. Assim, há dois momentos importantes no culto: a) momento de adoração – direcionado a Deus, e, b) momento da pregação da Palavra – direcionado ao homem.

O culto tem que ser um tempo de grande celebração ao Senhor. Os envolvidos precisam lembrar-se de que a finalidade da reunião é para celebrar o milagre da ressurreição de Jesus, da nova vida em Cristo, da comunhão no Espírito e das conquistas espirituais.

II - Preparação dos ministros

II Timóteo 2:15: “Procura apresentar-se aprovado diante de Deus, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.(Bíblia Viva: Seja um bom obreir, um obreiro que não precisa ficar envergonhado quando Deus examina o seu trabalho e que ensina corretamente a palavra da verdade).

a) Preparação no aspecto espiritual: Espiritualmente, o ministro de louvor se prepara através da oração e leitura bíblica diariamente.

A partir do mês de julho de 2011, para facilitar a leitura bíblia diária, serão disponibilizados neste blog, textos bíblicos diariamente. Aconselho que a leitura seja antes de vocês começarem as suas lidas diárias, e que seja acompanhada de oração.

Esta preparação diária é muito importante. O hábito da leitura da Bíblia seguida de oração, criará um diferencial amplamente visível em todas as áreas de sua vida, e, quando você vier para ensaiar ou tocar nos cultos, você será o canal que Deus usará para tocar seus filhos, manifestar seu poder e glória. Você será tremendamente abençoado!

O jejum semanal – lembrando que tem que haver um propósito para jejuar -, também será de grande valia para o aspecto espiritual.

Outra forma de preparação espiritual é a oração e compartilhamento entre o grupo.

b) Preparação no aspecto musical: no aspecto musical é preciso realizar ensaios para que haja entrosamento.

Todo ensaio deve ser iniciado com um texto bíblico e oração.

Todos nós sabemos quão precioso é nosso tempo. Estamos conscientes do valor que o tempo tem e como ele passa depressa. Para que ensaio seja produtivo é necessário:

1 – ter local e dia definidos – O local, em nosso caso, é a igreja, e o dia escolhido, é domingo às 16h30.

2 - ter uma lista definida de cânticos - quando forem novos, as cifras deverão ser providenciadas, bem como a letra que será disponibilizada para o povo.

3 - manter a ordem no ensaio – as distrações, brincadeiras e conversas paralelas que são verdadeiros "ladrões de unção".

4 – ter total concentração durante o ensaio - estar atento às orientações, arranjos, rítmica, métricas, etc;

Local e dia definidos, cânticos selecionados, ordem e concentração nos ensaios são extremamente importantes denotam compromisso e seriedade, lembrando que o tempo do ensaio deve ser também um tempo de ministração, isto quer dizer que no ensaio, Deus dará uma prévia para os ministros, do que fará no culto.

terça-feira, 8 de março de 2011

SE O FARDO É LEVE PORQUE ESTÁ PESADO ?(**)


I João 5:1-4.

É pesado servir a Deus? A grande verdade da vida cristã é que não é pesado servir ao Senhor, pelo contrário, é motivo de alegria e prazer. João disse que os mandamentos do Senhor não são penosos. Por vezes até pensamos que os mandamentos de Deus não são penosos, mas não servem para nós.

Por outro lado, muitos se sentem pesados, cheios de cargas e estão cansados de servir a Deus, pensam que é muito duro e difícil ser um cristão. Mas Jesus disse: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11:30).

Meditar na Palavra de Deus, orar e envolver-se na obra do Senhor tem sido um prazer para nós ou uma obrigação religiosa? A vida cristã se compõe basicamente de 5 fases. Todos nós, mais cedo ou mais tarde, passaremos por estas 5 etapas:

1- Descobrimento. É quando a pessoa descobre a Bíblia e a mensagem do evangelho.

2- Paixão. É quando a pessoa está apaixonada pela Bíblia, não perde nenhum culto, coloca adesivo no carro, escuta somente CDs de mensagens e músicas cristãs.

3- Realismo. É quando a pessoa se decepciona com os irmãos da igreja, quando estes demonstram erros e falhas.

4- Acomodação. É quando diante de tudo o que a pessoa vê, ela se acomoda. Ela já conhece alguns versículos bíblicos, sabe o momento de orar, ofertar, louvar, enfim, se torna religioso.

5- Obrigação. É quando a pessoa vai à igreja para não ser "cobrada" por seus líderes, ou por medo de Deus, achando que Ele poderá trazer castigo.

Em qual fase estamos? Temos então dois desafios: Quando os mandamentos de Deus se tornam penosos para nós? Como podemos viver uma vida cristã sem peso?

Quando os mandamentos de Deus se tornam penosos para nós?

1- Quando a religião impõe exigências que não tem nada a ver com Deus.

A religião coloca sobre nós exigências que nem o próprio Deus requer. O resultado é que a carga religiosa se torna mais pesada do que deveria ser. É por isso que acabamos morrendo na nossa paixão.

Muitas exigências dentro das igrejas não têm nada a ver com Deus. São meros mecanismos humanos de afirmação do poder religioso, ou seja, o pastor que se firma na sua autoridade com exigências que não tem nada a ver com Deus. Perdemos tempo discutindo besteiras, usos e costumes, se podemos ou não utilizar bateria no louvor, se podemos ou não bater palmas durante os cânticos etc. São tantas leis e exigências que chega um ponto da vida cristã que já não sabemos mais se é bom ou ruim servir ao Senhor.

2- Quando a religião desenvolve um sistema para agradar a Deus na base da causa e efeito.

Entendemos Deus da seguinte maneira: "Se você fizer tal coisa, você terá a sua recompensa, para o bem ou para o mal". Temos um conceito de Deus como um criador que criou leis invioláveis, e aquele que cumprir as leis será abençoado, mas quem deixa de cumpri-las receberá maldição. Desenvolvemos um conceito de religião muito policiado, em outras palavras, Deus se torna um supremo fiscal da nossa vida e um Deus impessoal. Então pensamos que se falharmos na vida, virá castigo e morte para nós. O resultado é que passamos a cumprir os mandamentos por medo e não com alegria.

Uma das grandes verdades bíblicas é que temos um Deus que é muito mais amoroso do que guardador da lei. Ele é muito mais guardador de rebanhos do que guardador de livros. Ele é muito mais guardador de vidas do que guardador de preceitos. Então obedecemos a Deus não por medo, mas porque descobrimos um cuidado dele para com a nossa vida.

Deus é mais amoroso do que consistente. Muitas vezes Deus voltou com a sua palavra em nome do amor. Exemplos: Deus ia destruir Nínive, mas o povo se arrependeu e Deus voltou atrás com a sua palavra. Jonas se irritou com Deus, mas o amor de Deus foi maior que a sua promessa. Jesus esteve com uma mulher Cananéia e ela queria que ele atendesse a sua necessidade, mas o Senhor disse que não atenderia porque não poderia dar o pão dos filhos (judeus) para os cachorros (gentios). Ela insistiu pelas migalhas, então Jesus voltou atrás e atendeu a necessidade daquela mulher. Então, não precisamos obedecer a Deus por medo da lei, pois Ele joga fora a lei em nome do amor.

3- Quando olhamos para Deus muito mais como um Juiz do que como um Pai.

Desenvolvemos um conceito de juiz que não é o conceito hebraico, e sim o conceito de juiz grego e romano que são como os nossos juízes de hoje. O juiz hebraico era o patriarca e pai muitas vezes. Quando ia julgar uma causa, o juiz além de ser juiz era também um pai. Temos dificuldades em obedecer às leis de Deus porque entendemos que elas vêm de um juiz e não de um pai. Por que se torna pesado para nós servir a Deus? Por que ninguém gosta de leis e nem de ser mandado.

Vivemos numa sociedade onde as leis são feitas no congresso, então surgem os impostos. O imposto é uma imposição, é uma lei que surge de cima para baixo e temos que "engolir" e obedecer. Pensamos que as leis de Deus também são assim: "impostos". As leis de Deus não são uma imposição, mas é mais um conselho de um pai. Exemplo: Quando um médico diz para uma pessoa que tem câncer para ela não fumar porque poderá se prejudicar, isso não é uma imposição, é mais que isso, é um conselho.

Obedecemos ao Senhor não porque é uma imposição ou obrigação, mas porque temos um pai que deseja o nosso bem e nos alerta com amor sobre os riscos que podemos correr. Infelizmente vemos o Senhor como um juiz austero e duro que passa leis que nos são impostas, e não como um pai amoroso que deseja o nosso melhor.

4- Quando criamos mecanismos de defesa que desenvolvemos em nós mesmos.

Quando nos protegemos daquilo que somos fracos acabamos exigindo mais dos outros. Por exemplo, o que ora muito e trabalha pouco é impaciente com o que trabalha muito e não ora e vice-versa. Os nossos níveis de exigências se tornam cada vez mais intolerantes e nos tornamos menos misericordiosos. O resultado disso é que os nossos relacionamentos se tornam cada vez mais problemáticos, pesados e por isso muitos dizem que é difícil servir a Deus.

Como podemos viver uma vida cristã sem peso?

1- Nascendo de novo (vs. 1).

Precisamos ter uma nova experiência com Deus, nascer de novo. Nossa natureza precisa ser resgatada e restaurada no poder do Espírito Santo. O apóstolo Paulo declarou: "Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro" (Rm 8:36). Temos que nascer de novo todos os dias e sermos gerados pelo Espírito Santo de Deus todos os dias, e se não for assim a vida cristã ficará pesada, porque estaremos vivendo com valores passados numa nova realidade de vida. Não adianta colocarmos remendos numa nova realidade, colocarmos vinho novo em frascos velhos, mas o frasco precisa ser regenerado, remodelado e refeito.

O nosso grande problema é que tivemos uma experiência com Deus, mas essa experiência ficou para trás e não estamos mais no processo diário e contínuo de nascermos de novo no poder do Espírito Santo de Deus. A restauração da nossa natureza aos propósitos iniciais de Deus é o que torna os mandamentos leves.

2- Amando a Deus (vs. 2 e 3).

O amor torna tudo leve. Como podemos agradar a Deus? Dedicando tempo com Ele e não fazendo nada que saibamos que está errado, então agradaremos a Deus.

Quando amamos alguém ou alguma coisa tudo se torna leve, mas quando não amamos tudo se torna um desastre. O que é que Deus requer de nós? Que o amemos. "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento" (Mc 12:30). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (Jo 14:21).

Quando amamos a Deus o nosso servir a Ele se torna leve. "Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia" (Sl 119:97). "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Sl 40:8).

3- Confiando no caráter de Deus (vs. 4).

Quando falamos sobre a fé, temos que entender que existem diversas dimensões: a fé que move montanhas, a fé que se confunde com esperança, a fé que ajuda o próximo, a fé que se confirma em obras, a fé que espera, e a fé que descansa no caráter de Deus. A única dimensão de fé que torna o nosso servir a Deus leve é a fé que descansa no caráter de Deus. Esta é a fé que vence o mundo e torna os mandamentos de Deus não penosos.

Quando Deus nos pedir alguma coisa, se não tivermos confiança no caráter dele, se não crermos que aquilo que nos pediu será para o nosso bem e uma proteção sobre a nossa vida, então iremos encarar essa orientação como uma "cobrança" e o nosso servir a Deus se tornará pesado. Mas se descansarmos no caráter de Deus, as orientações que Ele nos der não as receberemos como "cobranças", e sim entenderemos que Ele nos ama, que tem o melhor para nós e não quer nos ver destruídos e derrotados.

Por que andamos irriquietos? Por que os mandamentos de Deus se tornaram penosos para nós? Porque ainda não aprendemos a descansar em Deus. "Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera" (Is 64:4). "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (Sl 37:5). O nosso grande problema é que tomamos as responsabilidades que são de Deus e tentamos resolver com as nossas próprias forças, então a nossa vida se torna uma desgraça e um desastre porque não confiamos no caráter de Deus.

Fé é descansar em Deus durante o tempo que for necessário. Qual é o maior aleijão que uma pessoa pode ter na vida? O medo. Qual é o melhor momento da nossa vida? É o agora. Qual é o maior erro que podemos cometer? É desistir. Qual é o maior inimigo que temos? Somos nós mesmos. Qual é a maior facilidade que temos? Criticar os outros. Qual é a maior necessidade que precisamos ter? O bom senso. Qual é o maior dom que podemos herdar de Deus? O perdão. Qual é a maior descoberta? É o caráter de Deus que nos ajudará a descansar que Ele nos levará até o fim da jornada e dará a coroa da vida aos que o amam. Os mandamentos do Senhor não são pesados!

"A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos" (Sl 19:7-10).
(**) Texto de Ronaldo Bezzerra
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