quinta-feira, 2 de outubro de 2008

AS 95 TESES DE MARTINHO LUTERO




Conheça o conteúdo das famosas teses de Lutero.





Debate para o esclarecimento do valor das indulgências pelo Dr. Martin Luther, 1517









Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. In the Name our Lord Jesus Christ. Amen.

Porta da igreja do castelo de Wittenberg, onde Lutero afixou as 95 teses.




1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.




2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).




3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.




4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.




5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.




6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.




7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.




8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.




9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.




10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.




11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.




12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.




13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.




14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.




15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.




16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.




17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.




18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.




19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.




20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.




21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.




22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.




23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.




24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.




25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.




26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.




27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].




28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.




29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.




30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.




31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.




32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.




33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.




34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.




35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.




36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência. ]




37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.




38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.




39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.




40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.




41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.




42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.




43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.




44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.




45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.




46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.




47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.




48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.




49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas. 50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.




51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.




52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.




53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.




54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.




55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.




56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.




57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.




58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.




59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.




60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.




61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.




62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.




63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.




64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.




65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.




66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.




67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.




68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.




69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.




70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.




71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.




72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.




73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências.




74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.




75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.




76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.




77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.




78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.




79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.




80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.




81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.




82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?




83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?




84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?




85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?




86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?




87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?




88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?




89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?




90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.




91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. 92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!




93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!




94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;




95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz. 1517 A.D.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

HEROIS DA FÉ 2


"É preciso exortar os fiéis a entrarem no céu por meio de muitas tribulações, em vez de descansarem na segurança de uma falsa paz" 95ª tese.

Martinho Lutero - A reforma protestante - Contra-Reforma


A preparação para a Reforma


No decorrer dos séculos, desde os tempos de Cristo, tem havido um desvio daquilo que Jesus ensinou. Sempre se levantaram vozes em defesa da pureza do Evangelho. Apesar do zelo, sempre existiram aqueles que se desviavam, trazendo para dentro da Igreja práticas de outras religiões.


Esses desvios, a princípio em número reduzido, foram aumentando a ponto de paganizar a Igreja, transformando-a no que conhecemos hoje por Igreja Católica. No começo, foi apenas a inclusão da hierarquia onde o papa era o líder supremo; depois vieram o batismo para a salvação, a adoração de santos, e outros, atingindo um patamar tal, que por volta do século XIV, a Igreja Católica estava completamente envolvida no paganismo. Daí a salvação passou a ser comercializada como qualquer outro objeto.


Enquanto o cristianismo romano se paganizava, muitas pessoas às quais o nome "cristão" fora negado, lutavam para que a Igreja retornasse aos princípios do Novo Testamento. Entretanto, ela já havia se institucionalizado, e esses reformadores passaram a ser acusados de hereges.


Geralmente eram expulsos de suas congregações e perseguidos, pagando, muitas vezes com a vida, pelo zelo cristão. Até o século XIV, os protestos dessas pessoas foram abafados; porém com o advento de uma nova mentalidade, que deu origem às transformações políticas, sociais, científicas, literárias e mais, foram sendo notados.


Naquele período, as grandes descobertas marítimas, a invenção da imprensa, a descoberta do maravilhoso mundo clássico da literatura e arte, até então perdidos, produziram um despertar da natureza humana, que se processou de forma intensa e geral. Esse período ficou conhecido como Renascença, movimento que produziu a energia necessária para a revolução religiosa que se daria no século XVI.


O grande nome dessa revolução religiosa foi Martinho Lutero, monge agostiniano. que, revoltado contra a venda de indulgências, levantou a bandeira da liberdade religiosa frente à corrompida Igreja Católica.


Peregrinação espiritual


Lutero nasceu em 1483, em Eisleben, Alemanha, onde seu pai, de origem camponesa, trabalhava em minas. A sua infância não foi feliz. Seus pais eram extremamente severos. Durante toda a sua vida foi prisioneiro de períodos de depressão e angústia profunda, quando aspirava pela salvação de sua alma.

Em 1505, antes de completar 22 anos, ingressou - contra a vontade de seu pai, que sonhava com a carreira de advogado para ele - no mosteiro Agostinho de Erfurt. Dos motivos que o levaram a tal passo, esse acontecimento foi decisivo: duas semanas antes, quando sobremaneira o temor da morte e do inferno o afligia, prometeu a santa Ana caso se salvasse se tornaria um monge.


Portanto, a razão principal, foi o seu interesse pela própria salvação. Ingressou no mosteiro como filho fiel da Igreja no propósito de utilizar os meios de salvação que ela lhe oferecia e dos quais o mais seguro lhe parecia o monástico.

Acreditava que, sendo um sacerdote, as boas obras e a confissão seriam as respostas para suas necessidades, almejadas desde a infância. Mas não bastava. Embora tentasse ser um monge perfeito - repentinamente castigava seu corpo, a conselho de seu superior - tinha consciência de sua pecaminosidade e cada vez, por isso, tratava de sobrepor-se a ela.


Porém, quanto mais lutava contra esse sentimento, mais se apercebia de que o pecado era muito mais poderoso do que ele. Frente a essa situação desesperadora, o seu conselheiro espiritual recomendou que lesse as obras dos místicos, mas não adiantou; então, foi proposto que se preparasse para dirigir cursos sobre as Escrituras na Universidade de Wittenberg.


A grande descoberta


É certo que, quando se viu obrigado a preparar conferências sobre a Bíblia, Lutero começou a ver nelas uma possível resposta para suas angústias. Em 1513, começou a dar aulas sobre Salmos, os quais interpretava cristologicamente.


Neles, era Cristo quem falava. E assim, viu Cristo passando pelas angústias semelhantes às que passava. Esse foi o princípio de sua grande descoberta, que aconteceu provavelmente em 1515, quando começou a dar conferências sobre a Epístola aos Romanos.


Lutero confessou que encontrou resposta para as suas dificuldades, no primeiro capítulo dessa Epístola. Essa resposta, no entanto, não veio facilmente. Não ocorreu de um dia para outro. A grande descoberta foi precedida por uma grande luta e uma amarga angústia.


O texto básico é Romanos 1.17, no qual é dito que o Evangelho é a revelação da justiça de Deus, e era precisamente essa justiça que Lutero não podia tolerar e dizia que odiava a frase "justiça de Deus".


Nela, esteve meditando dia e noite para compreender a relação entre as duas partes do versículo que diz "a justiça de Deus se revela no evangelho", e conclui dizendo que "o justo viverá pela fé".


O protesto


A resposta foi surpreendente. Lutero concluiu que a justiça de Deus, em Romanos 1.17. não se refere ao fato de que Deus castigue os pecadores, mas ao fato de que a justiça do justo não é obra sua, mas dom de Deus. Portanto, a justiça de Deus só tem quem vive pela fé: não porque seja em si mesmo justo ou porque Deus lhe dê esse dom, mas por causa da misericórdia de Deus que, gratuitamente, justifica o pecador desde que este creia.


A partir dessa descoberta, a justiça de Deus não passou mais a ser odiada; agora, ela tornou-se em uma frase doce para sua vida. Em conseqüência as Escrituras passaram a ter um novo sentido para ele.


Inconformado com a Igreja Católica, Lutero compôs algumas teses, que deveriam servir como base para um debate acadêmico. Naquele período, teve início, por ordem do papa Leão X, a venda de indulgências por Tetzel, através da qual o portador tinha a garantia de sua salvação. Não concordando com a exploração de seus compatriotas, Lutero fixou suas famosas 95 teses na porta da Igreja (local utilizado para colocar informações da universidade) do Castelo de Wittenberg.


As teses foram escritas acaloradamente com sentimento de indignação profunda, mas com todo o respaldo Bíblico.


E além do mais. ao atacar a venda de indulgências, colocava em perigo os projetos dos exploradores, dentre eles, a ganância do papa Leão X em arrecadar dinheiro suficiente para terminar a construção da Basílica de São Pedro.


Os impressos despertaram o povo e produziram um sentimento de patriotismo, o que facilitou a Reforma na Alemanha.


A importância de Lutero para o protestantismo moderno não deve ser esquecida. Foi ele quem teve mais sucesso na investida contra Roma. Foi ele o grande bandeirante da volta às Escrituras como regra de fé e prática. Foi um dos poucos homens que alterou profundamente a História do mundo.


Através do seu exemplo, outras pessoas seguiram o caminho da Reforma em seus próprios países, e em poucos anos quase toda a Europa havia sido varrida pelos ventos reformadores.


Lutero foi responsável por três pontos básicos do protestantismo atual: a supremacia das Escrituras sobre a tradição; a supremacia da fé sobre as obras; e a supremacia do sacerdócio de cada cristão sobre o sacerdócio exclusivo de um líder.


Humanamente falando, deve-se a Lutero um retomo à leitura da Bíblia.


A Contra-Reforma e os jesuítas


Lutero teve de enfrentar o tremendo poderio da Igreja Católica que, imediatamente organizou a Companhia de Jesus (jesuítas) para atacar a Reforma. Vide o juramento dos jesuítas, que em resumo, diz:

"Prometo na presença de Deus e da Virgem Maria e de ti meu pai espiritual, superior da Ordem Geral dos Jesuítas... e pelas entranhas da Santíssima Virgem defender a doutrina contra os usurpadores protestantes, liberais e maçons sem hesitar. Prometo e declaro que farei e ensinarei a guerra lenta e secreta contra os hereges... tudo farei para extirpá-los da face da terra, não pouparei idade, nem sexo, nem cor... farei arruinar, extirpar, estrangular e queimar vivo esses hereges. Farei arrancar seus estômagos e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de suas crianças contra a parede a fim de extirpar a raça. Quando não puder fazer isso publicamente usarei o veneno, a corda de estrangular, o laço, o punhal e a bala e chumbo. Com este punhal molhado no meu sangue farei minha rubrica como testemunho! Se eu for falso ou perjuro, podem meus irmãos, os Soldados do Papa cortar mãos e pés, e minha garganta; minha barriga seja aberta e queimada com enxofre e que minha alma seja torturada pelos demônios para sempre no inferno!"


Preocupada em conter o avanço dessas ideias, a igreja Romana iniciou através do Tribunal da Santa Inquisição a perseguição mais infame e sangrenta da história, onde, no caso da França, numa única noite, chamada de "Noite de São Bartolomeu", três mil protestantes foram assassinados e seus corpos jogados nas ruas francesas, com as bênçãos católicas. Muitos jesuítas, tais quais espiões, levaram os ditos "hereges" às mais variadas torturas, até a morte.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

HEROIS DA FÉ 1




E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo.... homens dos quais o mundo não era digno.... Hebreus 11: 32 e 38

A galeria dos heróis da fé em exposição na Palavra de Deus causa um forte impulso nos apaixonados pelas coisas do Senhor.




Muitas vezes nos leva a pensar se acabaram estes heróis. Onde estão eles? Homens desprendidos que, por amor à causa de Cristo, foram entregues aos açoites, ao martírio, nunca permitindo que sua fé desfalecesse.


Suas histórios nos embriagam... Suas conquistas mudaram gerações, nações... Eles fizeram a diferença na época em que viviam! Nós? Nós somos o resultado de seus atos de coragem e denunca terem se envergonhado do evangelho de Jesus Cristo.

Outros homens se embrenharam por este caminho de conquista e de demostração de fé e amor ao Evangelho de Jesus Cristo. Foram presos, maltratados, injuriados, desacretidos por muitos outros homens, mas, ganharam a confiança daquele que é o Deus invisível, soberano, excelso, a quem deve ser tributada toda glória e honra, e incomodaram os céticos, os ateus, fazendo reboliços em verdadeiras multidões que paravam, boquiabertas, sedentas, para degustar as palavras que eram pregadas com paixão e fé.

Homens cujo caráter foi moldado pela oração e de cuja boca, tal qual uma potente espada de dois gumes, a revelação da Palavra desnudava o pecado e, ao mesmo tempo, cobria o pecador com o amor verdadeiro e genuíno demonstrado na sangrenta cruz do Calvário.


Quem são?

Há uma boa lista. Mas vamos começar por:




JERONIMO SAVONAROLA ou GIROLAMO SAVONAROLA (1452-1498)

Sua alma se entristecia com a maldade, com o luxo e desperdício de uns em contraste com a extrema pobreza da maioria.

Só pra impactar, eis um pequeno de trecho de umas de suas pregações:

"Nestes dias, prelados e pregadores estão acorrentados à terra pelo amor às coisas terrenas. O cuidado pelas almas não é mais sua preocupação. Estão contentes com sua renda financeira. Os pregadores pregam para agradar os príncipes e serem louvados por eles. Fizeram pior que isso. Não só destruíram a igreja de Deus, mas construíram uma nova igreja segundo seu próprio padrão. Vá a Roma e veja! Nas mansões dos grandes prelados, não há interesse senão por poesia e oratória. Vá até lá e veja! Verá todos com seus livros de ciências humanas, dizendo uns aos outros que podem guiar as almas dos homens por meio de Virgílio, Horácio e Cícero... Os prelados antigos tinham muito menos mitras e cálices de ouro, e os que possuíam eram quebrados e repartidos para aliviar as necessidades dos pobres. Mas nossos prelados, a fim de obter tais cálices, roubam os pobres do seu único meio de sustento. Não sabem já o que lhes relato? O que fazes, ó Senhor? Levanta-te e vem para libertar tua igreja das mãos de demônios, das mãos de tiranos, das mãos de prelados iníquos.”




Desde garoto, Savonarola era uma pessoa marcada por Deus. Era muito contemplativo e passava horas em oração. A Itália do seu tempo era dominada por pequenos tiranos e sacerdotes corruptos, e pelas lutas políticas entre duques e papas. Sua alma se entristecia com a maldade, com o luxo e desperdício de uns em contraste com a extrema pobreza da maioria. Emoções fortes já ferviam no seu interior. A oração era seu único consolo.



Um dia, ele viu uma visão do céu aberto, e todas as futuras calamidades da igreja passaram diante de seus olhos. A voz de Deus depois o encarregou de advertir o povo. Daquele momento em diante, sentiu profunda convicção de seu chamado profético. Embora tivesse fortes feições físicas, Savonarola não tinha boa aparência e era desajeitado em postura e gestos. Quando começou a pregar em Florença, inicialmente não teve muito impacto. Nesta cidade capital da Renascença, ele se opunha com grande energia à vida pagã e imoral prevalecente na sociedade e, especialmente, na corte de Lorenzo de Médici. Seu método e modo de falar eram repulsivos aos florentinos, mas isto não o deteve. De 1485 a 1489, pregou em várias outras cidades da Itália, onde começou a expor o livro do Apocalipse e a se empolgar cada vez mais com a mensagem do iminente juízo de Deus. Em essência, ele anunciava três simples proposições: a igreja será disciplinada; a igreja será renovada; isto acontecerá em breve.



Com esta palavra e suas exposições do livro do Apocalipse, aplicadas para sua própria época, o povo começou a afluir para ouvi-lo. Suas pregações não foram caracterizadas por defesas doutrinárias ou teológicas, mas por chamados claros e apaixonados ao arrependimento e a mudanças morais na sociedade. Sua voz, antes hesitante e falha, agora era como trovão, e suas advertências contra o pecado eram tão aterradoras que seus ouvintes freqüentemente andavam pelas ruas atordoados, desnorteados e sem palavras. Durante os sermões, freqüentemente a catedral inteira ressoava com sons de soluços e choro. Operários, poetas e filósofos, todos caíam em prantos; ficavam pálidos, estremeciam, seus olhos ficavam envidraçados de terror, lágrimas jorravam; batiam no peito e clamavam a Deus por misericórdia.



Em pelo menos uma ocasião, o rosto de Savonarola brilhou a ponto de todos o notarem. Apesar de todas as tentativas do corrupto regente da cidade de impedi-lo de pregar contra o pecado, ele continuava. O povo levantava, às vezes, à meia noite e esperava na rua até a hora de abrir a catedral para ouvi-lo pregar. Houve vários efeitos destas pregações. O maior deles foi a mudança de comportamento na cidade de Florença. Livros de feitiçaria e magia negra, vaidades e objetos obscenos ou impuros eram recolhidos e queimados em enormes fogueiras em praça pública.



Comerciantes devolviam ganhos desonestos; os pobres eram amparados, todos oravam e buscavam a Deus. Jovens e crianças marchavam nas ruas e visitavam as pessoas de casa em casa, implorando que todas abandonassem o pecado, e coletando recursos para ajudar os pobres.

Vários acontecimentos específicos foram profetizados por Savonarola. Sua mensagem de juízo vindouro incluiu a previsão da morte do papa Inocêncio VIII, a morte do rei de Nápoles, a vinda de um poder estrangeiro com grande exército como castigo de Deus e o colapso do governo da família Médici em Florença. Todos aconteceram com precisão surpreendente. Além disso, ele não poupava palavras de advertência e censura direta às classes sociais mais elevadas, aos governantes e ao clero da Igreja Católica, incluindo o papa.


Entretanto, incorreu em alguns erros próprios do ministério profético. Foi além da sua unção de advertir o povo contra o pecado, e tentou implantar uma teocracia em Florença. Achou que seria possível trazer santidade e o reino de Deus através de estabelecer leis justas e derrubar governantes injustos. Inicialmente, contou com grande apoio da população de Florença e parecia que as circunstâncias e acontecimentos o estavam ajudando. Quando o rei da França invadiu a Itália e a família Médici fugiu de Florença, o caminho ficou aberto para o novo regime cristão.



Savonarola introduziu uma nova constituição e ajudou a organizar um conselho para governar a cidade de acordo com princípios bíblicos.

Como sempre acontece com tais tentativas de implantar o reino de Deus através de leis, de governantes justos e de policiamento para punir os infratores, depois de pouco tempo o experimento fracassou. Quando Savonarola foi excomungado pelo papa e o cerco contra ele estava ameaçando a vida econômica da cidade, a maioria do povo, que antes o apoiava apaixonadamente, de repente virou-se contra ele.

Conclui-se, portanto, que conformidade com padrões morais através de sistemas de governo ou leis justas não resulta em conversão ou mudança permanente de vida. Mais do que isto, elevados efeitos emotivos causados pela pregação, ainda que divinamente inspirada, se não forem canalizados e edificados dentro de princípios sólidos das Escrituras, podem dissipar-se e perder-se totalmente. Mesmo com Jesus, as multidões maravilhadas, que proclamaram louvores durante sua entrada triunfal em Jerusalém, poucos dias depois ajudaram a pedir sua crucificação. Apesar deste desvio do verdadeiro alvo da pregação, Savonarola se manteve isento de ambições e da mistura com o sistema corrupto até o fim. Resistiu a todas as tentativas da família Médici de suborná-lo para não continuar expondo seus erros. Tampouco aceitou quando o papa lhe ofereceu uma posição de cardeal, a fim de induzi-lo a não combater as imoralidades e irregularidades do sistema eclesiástico. Não usou da sua popularidade para tornar-se governante da cidade, nem fez parte do conselho organizado para este fim.

Porém, como um verdadeiro João Batista, Savonarola continuou na sua posição e denunciou os pecados, sem se intimidar até o fim. Mesmo depois de ser excomungado, continuou pregando. Acabou sendo preso pelas autoridades papais, condenado num julgamento forjado, torturado e morto por enforcamento, junto com outros dois companheiros. Seus corpos foram queimados.

domingo, 21 de setembro de 2008

Reencontrar: uma grande alegria!



”....eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Mateus 28:20
Houve um dia que foi o pior dia para o homem desde a sua criação: o dia em que ele foi expulso do Jardim do Éden.
Quando Adão e Eva caíram em si, houve um grande sentimento de perda e a tristeza brotou em seus corações.
A Bíblia nos fala da satisfação de Deus quando Ele terminou a criação: E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom.
Veja o habitat que Deus edificou para colocar Adão e Eva: Deus plantou um jardim e fez brotar do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boa para o alimento; fez nascer um rio que irrigava todo o jardim e depois se dividia em 4: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Nas terras por onde o rio de Pisom passava havia ouro e pedras preciosas.
O homem passava o dia todo cumprindo o propósito de Deus, e na viração do dia, Deus vinha para ter comunhão com eles, para conversar e alegrar-se com eles.
Não faltava nada. Estava tudo perfeito. Deus estava satisfeito. O homem estava satisfeito.
Até que um dia, a semente do engano foi plantada no coração de Adão e Eva, eles tornaram-se insatisfeitos; queriam ser como Deus; queriam ser senhores de si mesmos; desejaram tornarem-se independentes de Deus.
A semente da desobediência germinou no coração de Adão e Eva, e, eles só caíram em si, na hora em que Deus veio junto com a brisa do findar daquele dia. Que dia terrível! Que dia pesaroso!
Adão, Eva e a serpente tiveram que enfrentar o julgamento de Deus.
Pela primeira vez, desde a criação, o sangue de um animal foi derramado para que a nudez do homem fosse coberta. O homem foi expulso da bela casa que Deus havia providenciado para ele.
Agora, o homem e a mulher estavam sozinhos. Pela primeira vez em suas vidas sentiram a dor da solidão. Somente os dois na imensidão....
O que fazer? Que providências tomar????
De repente, Adão olha para Eva e de seus belos olhos fluíam abundantemente águas.... como do rio que foi deixado para trás... O que é isso Eva? Pela primeira vez, a saudade começava a apertar o seu coração...
Pela primeira vez, as lembranças começavam a se agitar dentro de suas mentes....
Pela primeira vez, seus estômagos doíam de fome .... pela primeira vez eles olhavam de um lado para o outro e não sabiam o que comer!!!!!
- Adão, pegue uma daquelas frutas amarelas daquela árvore... Eva leva à boca e sente o gosto amargo que embota os seus dentes.... que gosto horrível!!!!
Agora nem tudo servia para matar a fome....
Começa a entardecer... A brisa começa a soprar.... Os ouvidos de Adão e Eva estão atentos: quem sabe não escutamos aqueles passos familiares de Deus vindo nos visitar e conversar conosco.... quem sabe aquela presença gloriosa não encheria de graça aquele lugar de solidão, tristeza e desespero....
Mas o tempo passa, e a Presença não veio... Pela primeira vez Adão e Eva terminam o dia completamente sozinhos...
No dia seguinte, as lembranças dos bons tempos passados em companhia do Criador, mais uma vez afloram em suas mentes: os frutos saborosos... as pedras preciosas.... o ouro.... o rio... a relva... os pássaros.... as flores... os animais.... e a Presença de Deus...
Se Eva fosse cantar uma canção, ela cantaria: Saudade, tenho saudade.....Minha vontade é voltar atrás de onde caí...e começar tudo de novo...e nunca mais deixar meu coração se esfriar...
O tempo foi passando, muitas coisas aconteceram, mas o desejo de Deus sempre foi a reconciliação...
Houve o tempo de Noé, de Moisés, de Abraão, de Isaque, de Jacó, e de muitos outros. A esperança em cada geração era renovada – a esperança de ter novamente a presença de Deus constantemente, plenamente, eternamente.
Então, no tempo determinado, Deus enviou Seu Filho Jesus ao mundo. A estrela de Belém anunciou a renovação da esperança; os reis O adoraram em sinal de reconhecimento de que uma autoridade maior chegava à terra.
Jesus cumpriu o seu ministério por três anos, curando, restaurando, modificando conceitos e fazendo a estrutura de Seu Reino. Foi humilhado, traído e levantado numa cruenta cruz em lugar de toda a humanidade, para que todos aqueles que O receberem, também recebam uma nova esperança.
Agora, por causa do Seu sacrifício, o véu da separação foi rasgado. Um novo e vivo caminho foi aberto para que o homem que outrora foi expulso da presença de Deus tivesse acesso outra vez à Presença gloriosa que enchia o jardim do Éden todo o dia.

sábado, 20 de setembro de 2008

IMITADORES DE JESUS



”...e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus” – Efésios 3:19


Jesus veio a este mundo para satisfazer a vontade e o propósito de Deus. A Palavra declara que Ele é o caminho, a verdade e a vida e, ainda que estivesse vivendo como homem nesta terra, podemos dizer que Ele era um vaso que continha a vida de Deus. Ora, Deus é amor. A essência de Deus é o amor. Deus estava em Jesus e Jesus estava em Deus. Quando os homens tocavam em Jesus, estavam tocando em Deus; quando os homens viam a Jesus, estavam vendo Deus; quando os homens ouviam a Jesus, estavam ouvindo Deus.

Paulo quando escreveu aos colossenses, afirmou: Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade - 2:9.


Isto é o que agradava ao Pai: ter a Sua plenitude na vida de Jesus.

Somos convocados pela Palavra para sermos imitadores de Jesus. Como imitadores devemos procurar fazer a vontade do Pai, pois Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Como imitadores de Cristo, devemos possuir a Vida de Cristo, a plenitude de Deus que estava nEle. Parece impossível? Não, não é impossível: Jesus morreu em nosso lugar como sacrifício vivo diante de Deus para que, ao aceitarmos esse sacrifício e ao recebermos a Jesus como nosso único e suficiente Salvador, recebêssemos também da Sua plenitude: Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça – João 1:16.

Logo, se temos Cristo com toda a plenitude da divindade habitando dentro de nós, quando os homens nos vêem, tem que ver ao Senhor; quando nos ouvem, tem que ouvir ao Senhor... Os que crêem possuem esta vida.

E você? Quando as pessoas se deparam contigo, elas encontram o excelente amor de Deus que supera todo conhecimento?


Quando elas tocam em você, tocam em algo de Deus?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Nada acontece se não virmos a Jesus primeiro



“Achei-me em espírito, no dia do Senhor” – Apocalipse 1:10

Há um hino muito antigo que repetidas vezes dizia: Primeiro quero ver meu Salvador. Quando era entoado, nos dava uma sensação de saudade, de estar distante de alguém muito querido.
Estudando o livro de Apocalipse, ficamos impressionados com a presteza de detalhes das visões do Apóstolo João na ilha de Patmos.

João, o discípulo amado, que havia tido um relacionamento íntimo com Jesus antes de sua morte, ressurreição e ascensão; que primeiramente foi escolhido e chamado de discípulo e que mais tarde, o próprio Jesus chamou de amigo, e, ainda de apóstolo.

Que experiências tremendas não teve esse homem na companhia de Jesus, testemunhando as curas aos cegos, vendo os surdos ouvirem, os aleijados andarem, os mortos ressuscitarem!
Contudo, estudando detidamente a vida desse homem, e, em particular o livro das revelações, logo no primeiro capítulo encontramos a sua primeira visão. Não diz respeito a previsão de acontecimentos futuros, mas, ele descreve assim a essa visão: Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve;os olhos como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.

Acostumado que estava a reclinar no peito de Jesus, João caiu aos seus pés como morto, diz a Palavra. Agora ele estava tendo um encontro com aquele que disse: Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. João agora não estava somente escutando o bater do coração de seu mestre, mas estava vendo-O glorificado, e, essa visão o levou a cair de rosto em terra, ao pó. Somente depois disso é que João recebeu a revelação das coisas que haveriam de acontecer.

Isso nos traz uma lição muito profunda: se quisermos conhecer os mistérios de Deus, primeiro precisamos ver Jesus. Se não o virmos, as pressões diárias e as circunstâncias, nos impedirão de sair vitoriosos do combate.

Podemos dizer que João em um primeiro momento conheceu:

o caráter e o amor de Jesus andando com Ele, comendo com Ele;
a compaixão do Salvador
a mansidão e a suavidade de Jesus
sua maneira simples de viver como filho do carpinteiro
seu sofrimento
sua morte, ressurreição e ascensão


Agora, neste encontro com Jesus, tudo é diferente. João:


teve contato com Sua Majestade
pode vê-lo como Rei Glorioso
ouviu Sua voz forte e poderosa
viu-O, não como Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mas o Rei dos reis
Sua beleza reluzente
o Alfa e Omega; Aquele que é capaz de suprir as necessidades de Seu povo e trazer a renovação para o mundo.


O Senhor está fojando guerreiros para estes últimos dias, porém, a menos que conheçamos a Jesus desta forma e, a menos que tenhamos caído aos Seus pés por causa da Sua presença Majestosa e maravilhosa, não estaremos preparados para a guerra.


Precisamos ver Jesus assentado em Seu trono e estar conscientes de que Ele reina e está vestido de poder e majestade – essa é a visão que gera guerreiros adoradores e conquistadores!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

FRUTO DO ESPÍRITO 3


“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” – João 14:37

3º fruto: Paz:Ter paz é ter tranqüilidade, ficar calmo e firme, mesmo quando as coisas estejam meio complicadas a nosso redor.


Ter paz é depender totalmente de Deus, ansiando para que a Sua vontade seja feita em nossa vida. Recebemos a paz quando recebemos a Jesus como nosso Senhor e Salvador – Ele vem habitar dentro de nosso coração e, como Ele é o Príncipe da Paz, a paz vem junto com Ele. Ter paz é saber que não somos auto-suficientes, mas, pelo contrário, em tudo dependemos do Senhor.

A Bíblia nos conta que certa vez Jesus foi atravessar o mar da Galiléia com seus discípulos – Marcos 4:35-41.


Outros barcos também seguiam a Jesus. De repente um vento impetuoso começou a soprar, e a sua força era tanta que o barco começou a ser jogado de um lado para outro. Formavam-se ondas enormes que enchiam o barco de água. Os discípulos ficaram atemorizados, com medo de morrer!


E, onde Jesus estava?


Ele estava tranqüilamente dormindo em um travesseiro na popa do barco. Os discípulos, apavorados, foram acorda-lo e disseram: Não te importa que morramos? Em outras palavras, eles queriam dizer a Jesus: Será possível que o Senhor não está vendo o vendaval e as grandes ondas que estão inundando o barco? O Senhor não está vendo que estamos correndo perigo de vida? Como o Senhor pode dormir numa hora destas????

Não é assim que muitas vezes sentimos com relação as circunstâncias pelas quais atravessamos?


Muitas vezes achamos que Jesus está dormindo e não se importa se morrermos! Jesus, porém, levantou-se e deu uma ordem ao mar: Aquieta-te! E IMEDIATAMENTE houve paz.

Não há razão para ter medo se Jesus está no barco! Ele te pergunta hoje: Por que você está com medo? Por acaso você ainda não tem fé?

CONCLUSÃO: A paz é resultado de nossa confiança em Deus. Até mesmo quando estamos em situações difíceis podemos transmitir aos outros a tranqüilidade que temos por causa de Jesus, que é chamado de o Príncipe da Paz.

Palavra rhema para você hoje: A paz que vem de Jesus nos permite deitar e logo pegar no sono – Salmo 4:8 -, porque é Ele que dá sono aos seus amados. A paz que vem de Jesus é a paz verdadeira, não como a paz que o mundo oferece. Receba-ª Deus te abençoe e te dê PAZ E VIDA!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

FRUTO DO ESPÍRITO 2


“Os discípulos continuavam cheios de alegria e do Espírito Santo” – Atos 13:52

2º fruto: ALEGRIA:

A alegria é uma das provas mais visíveis da presença do Espírito Santo em nossa vida. A alegria faz parte da natureza de Deus – Ele se alegrou em cada dia da criação.


A alegria que vem do Senhor não depende das circunstâncias que estamos vivendo, do que temos, ou do que acontece conosco. Ela não é de fora para dentro, mas de dentro para fora. A palavra de Deus nos declara que somos habitação do Espírito Santo, isto é, somos a sua casa.


A mesma Palavra declara em 1 Crônicas 16:27: O esplendor e a majestade estão diante dele; força e alegria na sua habitação.


A verdadeira alegria está presente quando o Espírito Santo de Deus habita dentro de nós.

Esta alegria é expressa até nas coisas que parecem pequenas e sem importância. Por exemplo, quando a Igreja de Jesus começou, a grande alegria do povo cristão era se reunir, comer juntos todos os dias – a alegria do Espírito Santo traz a comunhão e a unidade entre os irmãos.

Jesus certa vez contou a parábola de uma mulher que tinha dez moedas de prata. Certo dia ela perdeu uma dessas moedas, e, conta a Bíblia que ela varreu toda a sua casa e procurou incansavelmente por essa moeda. Quando ela a encontrou, seu coração encheu-se de alegria, então, ela reuniu suas amigas para compartilhar a sua alegria. A alegria que vem do Espírito Santo de Santos, contamina a todos os que estão a nosso lado, por isso a Palavra recomenda:


Alegrai-vos no Senhor.

Quando a alegria do Espírito Santo é enxertada em nosso coração, nos inclinamos e prostramos diante de Deus em adoração: Irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria; e ao som da harpa te louvarei, oh Deus, Deus meu- Salmo 43.4

Então,

1. Abra espaço em seu coração para que a alegria do Espírito Santo vá expandindo dia aos dia em sua vida - a alegria do Senhor é a sua força! (Neemias 8.10). .

2. Cultive a alegria no Espírito Santo- viva em intimidade com Ele. A alegria é um fruto do Espírito, então, se o Espírito Santo estiver em você, o fruto vai nascer.

3. Deixe que a alegria do Espírito Santo se expresse em você e por você. Você já viu uma pessoa triste? Ela não precisa dizer que está triste – sua fisionomia revela a negrura do seu coração. É como a alegria: se ela está dentro de nós, o coração alegre torna formoso o rosto.

Palavra rhema para você hoje: Se você é filho de Deus, o Espírito Santo habita em você. Se o Espírito Santo habita em você, a alegria do Senhor está dentro de você. Expresse-a! Deus te abençoe e te dê PAZ E VIDA!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

FRUTO DO ESPÍRITO 1


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longaminidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” – Gálatas 5:22,23

Em Seu ministério aqui na terra, Jesus sempre falou a respeito as conduta, das atitudes, do testemunho que os verdadeiros filhos de Deus precisam ter. Ele deixou bem claro que um filho de Deus é identificado pelo seu fruto – não dá para confundir um cacto com uma figueira. Ele disse que pelo fruto se identifica, ou se pode nomear a árvore: se dá bons frutos e uma árvore boa, porém, se dá maus frutos é uma árvore má.

Se o cristão é identificado pelo fruto, o seu coração só pode produzir o fruto do Espírito que está relacionado em Gálatas 5:22,23, e esse fruto é manifestado (conhecido) através de nossa conduta, de nosso testemunho.

O fruto do Espírito é como se fosse uma grande laranja com 9 gomos: amor, alegria, paz, paciência,benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

1º fruto: AMOR: Conhecemos a história de Jesus, e sabemos que no dia em que Judas O traiu, Ele foi preso e levado perante Pilatos, o governador e depois diante de Herodes. A multidão zombava Dele. Jesus foi interrogado e não acharam culpa Nele – Ele era inocente. A multidão exaltada bradava com toda a sua força: Crucifica-O, crucifica-O! Neste mesmo tempo, havia um homicida, um assassino que estava preso pois havia sido condenado: havia culpa nele. A mesma multidão que clamava pela crucificação de um inocente, pedia a libertação de um assassino. Jesus ali no meio daquela multidão que Ele tanto amou e ajudou, escutava o clamor por Sua morte.


Mas, Ele não ficou odiando aquele povo por causa desta atitude, muito pelo contrário, quando estava na cruz, Sua oração foi: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...

Este é o amor que não podemos medir! É o grande amor de Jesus! Ninguém tem maior amor do este: o de dar a própria vida por outra pessoa.

O ensino de Jesus era: Amai os vossos inimigos! Que vantagem vamos levar se amarmos apenas os nossos amigos? Amar o amigo é fácil, mas amar a quem não gosta da gente....

Amar a Jesus é dar o nosso melhor: nosso melhor serviço, nosso melhor carinho, nossa melhor atenção – Ele deu o Seu melhor: a Sua vida.
]

Aquele que ama, conhece a Deus, porque Deus é amor!

Palavra rhema para você hoje: O amor é a marca da fidelidade cristã: amemos uns aos outros, porque o amor é de Deus !


Deus te abençoe e te dê PAZ E VIDA!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O POUCO COM DEUS É MUITO!


”Erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem” – Marcos 6:41


Deus te abençoe! Foi uma benção! São expressões que usamos diariamente. Com certeza, precisamos da benção de Deus para tudo que realizamos em prol do Seu Reino.


Nossa própria existência necessita da benção do Senhor!


Quando acordamos de manhã, significa que mais uma vez a benção de Deus está sobre nós – é mais uma chance que Ele nos dá de reconhecermos o Seu amor; de alcançarmos a Sua misericórdia; é mais uma chance para que confessemos a Jesus como nosso único Senhor e suficiente Salvador de nossas almas; é mais uma oportunidade que Ele nos dá de nos entregarmos a Ele e de nos tornarmos totalmente dependente de Seu poder!

Mas, o que queremos dizer com “benção”?


Podemos entender benção como a obra que Deus faz quando não existe nada que justifique a Sua atuação.


Por exemplo, calcula-se que R$1,00 compre só que vale R$ 1,00. Isto é o natural, o justificável.


Porém, quando você paga este um real e Deus lhe concede mais dez mil coisas que valem R$1,00, você já não tem mais base para o seu cálculo, e, isto é sobrenatural é benção!

Foi isto o que aconteceu na ocasião do milagre dos pães e dos peixes: 5 pães alimentaram 5000 homens e sobraram 12 cestos cheios!

Esta é a matemática de Deus! A sua misericórdia se renova a cada manhã – todo dia Ele tem bênçãos para nós.

Lembra-se da oração de Jesus? É, a Oração do Pai Nosso. Ele pede ao Pai: O pão nosso de cada dia, nos daí hoje....


O Pai tem pão fresquinho, crocante todo dia para nos dar! Ele não quer te dar pão amanhecido –


Ele tem um pão novo todo dia só ara você, basta você abrir o seu coração e Ele sacia a sua fome!


E sabe de uma coisa? Você vai se fartar e ainda vai ter pão para alimentar uma multidão e ainda vai sobrar 12 cestos cheios! Esta é a ação sobrenatural de Deus, e o mais importante: Ele pode agir assim; Ele quer agir assim, e, se você permitir Ele vai agir assim na sua vida!

Jesus operou o milagre a partir do que aqueles homens tinham: 5 pães e 2 peixes. Aos olhos dos discípulos, era pouco, porém, aos de Jesus era o suficiente para alimentar e sobrar.


Talvez você esteja pensando: Como Deus vai agir na minha vida? Eu tenho tão pouco, ou, eu não tenho quase nada?!


A benção de Deus sobre a nossa vida acontece exatamente neste momento em que, levando em consideração nossas falhas e nossas fraquezas, achamos que não resultará em fruto algum tudo o que fizermos.


Quando entregamos ao Senhor tudo o que temos, tudo o que somos, tudo o que viermos a ser, ainda que seja pouco, Ele pode pegar esse pouco, multiplicar e ainda fazer sobrar. A benção vem quando Deus age completamente além daquilo que pensamos.


Está escrito: Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! Efésios 3:20-21.

Deus tem uma revelação nova para você! Uma experiência nova dentro daquilo que você já conhece: multiplicar o que você possui, ainda que pareça pouco!

domingo, 7 de setembro de 2008

COMO É MAJESTOSO O TEU NOME EM TODA TERRA!


“Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. Salmo 8:1


Este é um tempo de busca insaciável de conhecimento do Pai por todos aqueles que O amam. Enquanto isso, os que têm um conhecimento superficial de Deus e aqueles não tem conhecimento nenhum, blasfemam o Seu nome, ou se contentam em afirmar nas horas de aperto: Eu também sou filho de Deus!


Davi não encontrou palavras para expressar a sua admiração e a grandeza desse nome. Faltou palavras ao salmista para expressar a dignidade do Senhor, e tudo o que ele pode fazer foi exclamar: Como é majestoso o seu nome... O poeta declara que essa excelência do nome do Senhor está por toda a terra e de maneira graciosa começa a descrever os sentimentos mais fortes do seu coração em relação ao seu Senhor, que ele conhecia muito bem: Tu, cuja glória é cantada nos céus. Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o inimigo que busca vingança. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e honra. Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!

Como é majestoso o seu nome em toda a terra... isto é um eco de Gênesis 1, quando Deus declarou que viu o que as Suas mãos haviam criado e eis que tudo era muito bom! Nem o pecado do homem tirou a excelência da criação de Deus!


A desobediência de Adão não revogou a intenção do Senhor de que o homem tivesse domínio sobre tudo! Para sanar este problema do provocado pelo homem, Deus enviou Jesus Cristo para ser O Homem, e Ele já tratou o pecado – levou sobre Si no madeiro.


Em Cristo Jesus a vontade de Deus se realiza, por isso, estar em Cristo é o melhor lugar para o homem: Ele veio para abrir o caminho do relacionamento entre Deus e o homem, então, se estivermos em Cristo, Ele estará em nós, logo, a vontade de Deus pode se realizar através da nossa vida. Não há desvios nos caminhos de Deus: eles seguem em linha reta. Senhor, Senhor nosso, como é majestoso....

sábado, 6 de setembro de 2008

NÃO ABRA MÃO DA VITÓRIA!


”...o juramento que fez ao nosso pai Abraão: resgatar-nos das mãos dos nossos inimigos para O servirmos sem medo, em santidade e justiça, diante dele todos os nossos dias” - Lucas 1:73-75
Estamos vivendo dias especiais na igreja do Deus vivo! O Senhor tem derramado abundantemente de Seu Espírito sobre todos os Seus filhos de todas as línguas, nações e denominações.


Ele tem nos lembrado de Suas promessas, que não falham, mas se cumprem, independentemente de qual seja a situação pela qual passamos.

Estamos vivendo dias difíceis, onde o poder do anticristo tem se manifestado também. Porém, somos chamados para viver em santidade.


Essa é a chave para mantermos a vitória: santidade.

O profeta Isaías deixou escrito as palavras sopradas pelo Espírito de Deus, que ainda ressoam em nossos ouvidos: Se me ouvirdes... comereis o melhor desta terra.

Deus tem nos chamado para executar coisas grandes. Ele quer nos separar para sermos cheios do Espírito Santo e vitoriosos em Cristo Jesus.

Muitos tem aberto mão dessa vitória, porque olham para si mesmos, ou olham para as circunstâncias e se sentem enfraquecidos.

A Bíblia nos conta a história de um grande e forte homem que possuía sobre si a promessa de Deus de ser libertador dos israelitas. Deus prescreveu sob que condições esse grande e forte homem deveria viver: não beber bebida fermentada, não cortar os cabelos e obedecer à risca tudo o quanto o Senhor havia ordenado.

Talvez ele fosse o homem mais saudável e de melhor aparência ali na região onde vivia. Sua inteligência era fantástica!

Sansão nascera no meio de um povo que não mais fazia o que agradava a Deus; cada um olhava atentava para as suas próprias coisas: haviam deixado de buscar em primeiro lugar o Deus de Israel.

Deus então o trouxe de um útero que era estéril, num tempo em que poucas pessoas adoravam verdadeiramente a Deus, revestindo-o de uma força sobrenatural para que o propósito de libertação do povo de Israel fosse cumprido através de sua vida.

Isso também aconteceu conosco: fomos gerados de novo, agora não da carne nem do sangue, mas pelo Espírito Santo de Deus. Este Espírito é derramado abundantemente sobre os servos e sobre as servas, dotando-nos de uma força sobrenatural para que, mesmo dentro de um mundo em crise espiritual onde vivemos, a mensagem de libertação seja pregada ao povo para que haja um estabelecimento do Reino de Deus: essa é a nossa missão – ide e pregai o evangelho a toda a criatura!

A obediência a Deus fará com que experimentemos o resgate de nossas vidas do mão do inimigo. Não abra não da vitória! Não abra mão de servir ao Senhor com integridade de vida!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

DEUS VALORIZA OS MATERIAIS DA EDIFICAÇÃO


“Se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada fogo” – 1ª Coríntios 3:12,13

Esse texto sempre me lembra a estória dos três porquinhos que viviam fugindo do lobo. Talvez você a conheça. Lembra? Cada um deles tiveram que construir uma casinha para si. Havia dois porquinhos preguiçosos.


Um deles construiu, bem rápido, uma casa de madeira. O outro, também preguiçoso, construiu sua casa de feno, bem rapidinho.


O terceiro, inteligente, construiu a sua casa de tijolos. Demorou muito mesmo para terminar a construção. Seus irmãozinhos ficavam zombando dele, porque não conseguia terminar logo a casinha.


Porém, um certo dia, o inimigo deles apareceu. Passou ela casa do primeiro porquinho, que achava que estava seguro na sua casa de madeira, mas, com um assopro o lobo a derrubou. Este, correu muito e foi se esconder na casa do segundo porquinho.


Pensando que estava seguro em sua casa de feno, o porquinho recebeu o irmão. Mas, sua casa não teve melhor sorte do que a primeira: o lobo soprou e o feno voou. Ambos correram se esconder na casa de tijolos do terceiro irmão.


Ele os recebeu.


Ali havia segurança: bom fundamento, paredes bem edificadas, com trabalho duro.


Apareceu o inimigo, cansou de soprar, mas a casa não caiu e ele teve que desistir dos pequenos suínos.

O que importa é o peso. Madeira, feno e palha são materiais leves, baratos e perecíveis. Ouro, prata e pedras preciosas são materiais caros, pesados e eternos.


O que será que Paulo quis dizer com este texto? Qual seria o pensamento do apóstolo dos gentios?

Podemos chegar à conclusão que talvez ele tenha chegado: Deus não olha apenas a obra realizada, mas o material usado. Dessa forma, Ele distingue o trabalhador sério do trabalhador que faz por fazer, superficialmente.


Ele distingue o obreiro que faz porque O ama, do que faz por obrigação, por religiosidade.

Os metais pesados, o ouro do caráter e da glória de Deus, a prata que representa a Sua obra de redenção, são os materiais que Ele valoriza.

O que pesa para Deus não é somente o que pregamos, o que falamos, o que temos.


O que pesa para Deus é o que somos, nosso testemunho, como vivemos, o quanto meditamos na Palavra, o quanto oramos, o peso espiritual que temos diante de Deus.

A palavra de Deus nos diz que a terra se encherá da glória de Deus como as águas cobrem o mar.


Como acontecerá esse fenômeno? Não será correndo de um lado a outro em busca de sinais, pregadores famosos, milagres. Mesmo porque, Jesus disse que os sinais seguiriam os que cressem, e não os que cressem seguiriam os sinais.

Se cada pessoa que crê em Jesus permitir que a Sua glória seja manifestada em sua vida, a Presença do Senhor encherá as comunidades, as igrejas, as cidades, o país, pois, onde houver um crente a glória do Senhor se manifestará como as águas cobrem o mar.

Então, nosso testemunho, o que somos, mostrará qual material temos usados para edificar sobre o fundamento que é Jesus.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Esperar: o mais difícil dos testes


“Dar-Te-ei graças para sempre, porque assim o fizeste; na presença dos Teus fiéis, esperarei no Teu nome, porque é bom” – Salmo 52:9

Esperar, como escreveu certo homem de Deus, é o mais difícil dos testes. Porém, somente quando aprendemos a esperar em Deus é que nos vemos envolvidos por algo que realmente feito por Ele.

Em Gênesis 15, Deus prometeu a Abrão um herdeiro gerado dele. Naquela época, Abrão tinha 75 anos de idade, e era a segunda vez que Deus falava com ele. Ele recebeu bem a palavra do Senhor, aceitou-a, e Deus fez uma aliança com ele.

Mas, o tempo foi passando, Abrão foi ficando mais velho, e, dez anos depois de crer que Deus lhe daria um filho, ou seja, já com 85 anos, percebeu que seria difícil esperar por mais tempo e tratou de providenciar um herdeiro. Afinal de contas, com essa idade ele ainda conseguiria fazer algo para gerar um filho – e conseguiu: gerou a Ismael.

Abrão olhou para si mesmo, para sua capacidade que já estava ficando limitada e interrompeu a espera da realização do plano de Deus para sua vida. E o que aconteceu???

Seguiu-se uma longa espera, porque Ismael não era o filho da promessa. Aos cem anos, quando já não era mais viril e Sara, teoricamente, já não poderia mais gerar filhos por causa de sua idade,


Deus entra com a providência e, depois da longa espera, mesmo tendo seu corpo adormecido (Romanos 14:19), Abrão lembrou-se da promessa de Deus e creu contra a esperança, que maior é o Senhor da aliança e Ele pode fazer o impossível acontecer.


Lembrou-se também que Deus não é homem para mentir, nem menino para ficar com brincadeiras.

Abrão entendeu a promessa de Deus, acabou por entender que o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem, e deu glória a Deus.


Seu nome foi mudado de Abrão (pai exaltado), para Abraão, que significa pai de uma multidão de nações. Sua fé foi fortalecida, e a este homem impotente em si mesmo para agradar ao Senhor, Deus o presenteou com o maravilhoso dom da graça em Isaque.

Quando Deus falou com Abrão em Gênesis 15, Ele disse:

1 - Não temas – sou tua segurança, Abrão, eu sou:

2 – teu escudo: proteção

3 – é grande o teu galardão: Deus é galardoador daqueles que O buscam.

Deus espera que passemos no teste da espera. Quando você estiver impotente para agir, Deus manifestará a sua glória e agirá por você. O segredo? Esperar confiantemente no Senhor e Ele tudo fará.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

NÃO SE PODE ESCONDER UM BOM PERFUME



“...seus brotos crescerão. Seu esplendor será como o da oliveira, sua fragrância como a do cedro do Líbano” – Oséias 14:6


Um dos sentidos mais sensíveis do ser humano é o olfato. Através do cheiro, podemos receber impressões daquilo que está longe de nosso toque, de nosso tato e até mesmo fora do nosso campo de visão.
Quando há um cheiro agradável no ar, não se precisa dizer coisa alguma, simplesmente podemos apreciar aquela fragrância, que pode nos fazer sentir bem, aguçar o nosso apetite, arrancar suspiros de nossa alma, etc. Há uma verdade real no cheiro: não se pode esconde-lo.
Oséias usa o exemplo da oliveira, uma árvore frondosa, que produz muita sombra, muito fruto e traz satisfação a quem a vê. Assim deve ser a vida do cristão: produzir satisfação, consolo, dar noção de descanso aos que estão próximos a si; produzir muito fruto e ser agradável à vista.
Oséias também fala da fragrância do cedro do Líbano. Já dissemos que não se pode ocultar um perfume.
Todo homem que é possuído pelo espírito Cristo Jesus, torna-se um cristão; todo cristão exala, como o cedro do Líbano descrito pelo profeta, o bom e aprazível perfume de Cristo, Daquele que é a fonte, de quem procede, invisivelmente a vida eterna.
O cristão, assim como a oliveira, é simples. Essa simplicidade é a característica de quem carrega dentro de si o Espírito Santo, e, a cada cristão tem a tarefa de fazer com que as pessoas sintam apenas o aroma influente da vida de Cristo – o perfume não pode deixar de ser sentido: não se pode esconder o bom cheiro de Cristo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

ELE ME AMA!


“...mas o justo é seu grande amigo” – Provérbios 3:32.


Hoje de manhã, quando estava fazendo meu devocional, fui surpreendida com uma frase: Deus não está louco com você, Ele está louco por você!


Deus deseja um relacionamento tão íntimo conosco que fará qualquer coisa para que nos aproximemos Dele, para que Ele possa se aproximar de nós. Estar perto de Deus é uma escolha – nós decidimos quão perto queremos estar Dele.

Muitas vezes o sofrimento, as provações, os testes, nos fazem ficar ressentidos com o Senhor e ficamos pensando: Será que vale a pena renunciarmos algumas coisas só para ter a amizade de Deus?

Asafe desabafou com Deus: Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência – Salmo 73:13.


Deus sempre age em favor dos interesses de Seus filhos, mesmo quando isso pareça doloroso. O desabafo de Asafe com Deus, à primeira vista, parece audacioso, porém, para Deus ele foi autêntico.


Ele abriu o seu coração com o Pai, externou todos os seus ressentimentos, revelou todo o seu sentimento a Ele e recebeu a cura: ...Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja, agi como insensato e ignorante; minha atitude para contigo era a de um animal irracional...O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança ara sempre...Mas, para mim, bom é estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos” – Salmo 73: 21-28.

Talvez algum dia você tenha sido apaixonado por Deus, mas como a igreja de Laodicéia, tenha perdido o seu primeiro amor.


Receba esta declaração como se viesse diretamente do coração de Deus para você: Deus não está louco com você, Ele está louco por você e fará qualquer coisa para traze-lo de volta à comunhão com Ele!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

NÃO ESQUEÇA DA ARCA


GRITOU, POIS, O POVO E OS SACERDOTES TOCARAM AS TROMBETAS...RUÍRAM AS MURALHAS, E OPOVO SUBIU À CIDADE...E A TOMARAM – JOSUÉ 6:20

“Assim, a arca do Senhor rodeou a cidade...” Josué 6:11


A Arca da Aliança era um testemunho da própria natureza de Deus – ela representava a presença do Senhor. Que lição podemos tirar desse texto?

Na tomada de Jericó, a arca rodeou a cidade e, na primeira vez ela é mencionada como se pudesse movimentar-se sozinha: a arca do Senhor rodeou a cidade. Toda o cortejo que marchava com fé ao redor da cidade foi completamente ignorada no relato.


Por que? Porque os homens poderiam rodear e rodear e rodear a cidade, mas, o mais importante era a presença do Senhor, representada pela Arca da Aliança.


As muralhas de Jericó não caíram só porque os israelitas comandados por Josué marcharam ao seu redor – isto representa a parte que os homens podem fazer, afinal de contas qualquer um pode marchar -, mas, a força de Israel estava no fato de que a Presença do Senhor estava no meio deles – a Arca rodeando a cidade era a evidência da fidelidade de Deus para com o Seu povo.


A Arca da Aliança também era chamada de Arca do Testemunho, e, nesse episódio há a representação de que não foi com base em seus esforços que os israelitas enfrentaram os inimigos, mas a base estava no Testemunho do que Deus já havia feito por eles.


Quantas vezes não rodeamos a nossa Jericó, e esperamos, esperamos, e não acontece nada, não é mesmo?!


É que muitas vezes a comitiva só a comitiva é lembrada, e a Arca é esquecida.


Precisamos da nossa Arca do Testemunho, que hoje é representada pela pessoa do Filho de Deus – Jesus Cristo -, que ressuscitou.


Quando O colocamos no centro da nossa vida e avançamos em nossa jornada proclamando a Sua ressurreição até que Ele venha, o próprio Pai derrubará as muralhas. Jesus é o testemunho da fidelidade de Deus - Ele já conquistou a vitória sobre os nossos inimigos na cruz do Calvário.


Quando anunciamos as boas novas do evangelho, estamos proclamando ao mundo que a cidade está sitiada por um povo chamado de geração eleita – as muralhas cairão por causa da Presença do Senhor no meio do Seu povo.

sábado, 30 de agosto de 2008

FOI PELA GRAÇA




“Porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” – Romanos 5:5





Todo cristão entende a morte, a ressurreição e a assunção de Jesus. Esses aspectos revelam 3 coisas importantes para a minha – na realidade são presentes que recebemos pela graça de Deus.


1 – Através da morte de Jesus na cruz, eu recebi perdão de todos os meus pecados;


2 – Porque Ele ressuscitou dentre os mortos, eu recebi nova vida, e,


3 – Porque Ele assentou-se à direita do Pai, eu recebi o dom do Espírito Santo.

Ele fez todas essas coisas por mim. Ainda que eu não merecesse, meus pecados foram perdoados quando Ele foi crucificado; ainda que eu não merecesse, fui regenerado através da Sua ressurreição, e, ainda que eu não tivesse mérito algum, fui revestido pelo Espírito Santo pelo Sua exaltação à direita do Pai.

Longe de ser apenas um mártir, Jesus de Nazaré que foi morto sem ter cometido nenhum delito, foi EXALTADO e hoje está à direita do Pai, coroado, vestido de majestade e honra.

O Espírito Santo de Deus, o Consolador que foi enviado, é quem nos dá a evidência de que o Filho de Deus está na Glória, e esse mesmo Espírito é dotado de uma grande dose do amor de Deus, a ponto de transbordar e ser derramado em nossos corações.
Ainda que o mundo não me dê muito valor, como cristão, eu sou privilegiado: estou perdoado; sou regenerado e revestido pelo Espírito de Deus!
Aleluia!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

UM ALTO PREÇO


Certa vez um menino avistou um lindo barquino de madeira na vitrine de uma loja.


Seu pai não tinha dinheiro para comprá-lo, pois custava muito muito caro.


Como seu pai era carpinteiro, deu-lhe ferramentas, madeira, tintas, etc, para que o menino construísse seu próprio barquinho.


Mãos à obra !


Dias se passaram e o barquinho estava pronto.

Um belo dia o menino muito feliz com seu novo e lindo barquinho, foi brincar com ele na praia.


Então veio uma forte onda e levou o barquinho para bem longe! Pobre menino! Ficou tão triste, porque tinha perdido o que mais precioso lhe pertencia: o barquinho feito por suas próprias mãos.

Algm tempo depois, ele encontrou o seu barquinho na vitrine de uma lojinha pertinho de sua casa.


Foi até lá pegar o seu barquinho, porém o dono da loja disse que havia achado o barquinho e só lhe devolveria se lhe pagasse o preço justo para tê-lo de volta.


O pai, comovido coma tristeza do menino, deu-lhe o dinheiro a ele para resgatar o objeto tão valioso.


O menino foi correndo até a loja e comprou que ele mesmo havia construído.


Quando chegoou em casa, feliz e satisfeito ele olhou para o seu barquinho e disse:

É, meu barquinho! Eu te fiz e te perdi, te achei e te comprei por um preço justo. Agora você é meu novamente.

Assim fez foi Deu: Ele nos criou e nos perdeu para o pecado e nos comprou através do sangue de Jesus.


Pagou um alto preço por nós.


Faça valer este sacrifício.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

GPS CELESTIAL


Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento. Provérbios 3:5

Já me perdi muitas vezes dirigindo um carro. Não sou a única, pois a maioria dos motoristas também se perde muitas vezes.

A sensação de não saber onde estamos e para onde ir não é nada agradável. Especialistas dizem que quando nos perdermos desperdiçamos nosso tempo, energia e recursos e muitas vezes nos expomos ao perigo.

O conselho que nos dão é simples: antes de sair de casa devemos conferir se temos um mapa ou as direções corretas.


Melhor ainda seria ter no carro um GPS, um pequeno aparelho conectado aos satélites que indica exatamente onde você está.

Vamos refletir sobre a nossa jornada espiritual: seu ponto de partida e seu destino, suas curvas acentuadas e atrasos, seus desafios e bênçãos.

A primeira sugestão para iniciar uma jornada de fé bem sucedida é esta: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento.”


A Bíblia com freqüência chama o Senhor de nosso Pastor. Poderíamos hoje dizer que Ele é o nosso GPS.

Se confiarmos nesse GPS, nunca nos perderemos!

Há métodos alternativos e mapas, os mais estranhos, para nos guiar na jornada da vida.

Não confie em nenhum deles, nem na sua própria intuição.


CONFIE O SENHOR E SIGA SOMENTE ELE.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O VASO RACHADO


VOCÊ É ESPECIAL!


O Pai te ama como você é! E, ainda que você se ache incapacitado para qualquer trabalho em sua seara, Ele te mostra o quanto você lhe é útil!


Leia com atenção:


Um carregador de água levava dois potes grandes, pendurados em cada ponta de uma vara, sobre os ombros.


Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do Mestre; o pote rachado chegava sempre pela metade.


Assim foi durante dois anos. Diariamente, o carregador entregava um pote e meio de água na casa de seu Mestre.


O pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentia-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do trabalho que deveria fazer.


Um dia decidiu e falou para o homem, à beira do poço:"Estou envergonhado, e quero pedir-te desculpas."


"Por quê?" Perguntou o homem. - "De que estás envergonhado?"


"Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho até a casa de teu senhor. Por causa do meu defeito, tens que fazer todo esse trabalho, e não ganhas o salário completo dos teus esforços."


O homem ficou triste pelo sentimento do velho pote, e disse-lhe amorosamente:"Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que admires as flores ao longo do caminho."


De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao longo de todo o caminho, e isto alegrou-o.


Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.


Disse o homem ao pote:"Notaste que pelo caminho só havia flores no teu lado? Eu, ao conhecer teu defeito, transformei-o em vantagem. Lancei sementes de flores no teu lado do caminho, e cada dia, enquanto voltamos do poço, tu as regas. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se não fosses do jeito que és, meu Mestre não teria essa beleza em sua casa."


Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados.


Se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai.


Na grandiosa economia de Deus, nada se perde.Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos; se o reconhecermos, eles poderão proporcionar beleza.


O Pai pode (e quer) tirar forças de nossas fraquesas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AS PEDRAS FUNDAMENTAIS


"Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça; as demais coisas vos serão acrescentadas." - Mateus 6:33





Esse texto nos ensina que devemos estabelecer as prioridades, se quisermos ter uma vida próspera e organizada.




Com clareza, o Pai nos ordena a buscarmos o Reino de Deus e a Sua justiça. A consequência? TODAS as demais coisas nos serão acrescentadas.




As outras coisas, virão como bonus para desfrutarmos e termos uma vida abundante, aquela que fala João 10:10.




O problemas é que não sabemos o que colocar primeiro!




Buscar o Reino de Deus é muito mais do que frequentar uma igreja, do que cantar bons cânticos de adoração, do que ofertar, dizimar, dar esmolas, ler os Salmos, etc.




Buscar o Reino de Deus é ter uma vida cristã prática; é amar a Deus verdadeiramente sobre todas as coisas.




Amar a Deus sobre todas as coisas é não ser negligente com as outras coisas,




Não ser negligente com as outras coisas, é entender que o mandamento continua: amar ao próximo como a nós mesmos.


Quem é o meu próximo?




Descobrindo quem é o meu próximo, posso estabelecer as prioridades na minha vida.




Veja esta ilustração:




Um consultor, especialista em "Gestão de Tempo", quis surpreender a platéia durante uma conferência.


Tirou debaixo da mesa um frasco grande, de boca larga. Colocou-o sobre a mesa, ao lado de uma pilha de pedras do tamanho de um punho, e perguntou:"Quantas pedras vocês acham que cabem neste frasco?"




Após algumas conjecturas dos presentes, o consultor começou a colocar as pedras, até encher o frasco.




Perguntou:"Está cheio?"




Todos olharam para o frasco e disseram que sim.




Em seguida, ele tirou um saco com pedrinhas bem pequenas debaixo da mesa. Colocou parte das pedrinhas dentro do frasco e agitou. As pedrinhas penetraram pelos espaços encontrados entre as pedras grandes. O consultor sorriu, com ironia, e repetiu: "Está cheio?"




Dessa vez, os ouvintes duvidaram: "talvez não...".




"Muito bem!" - exclamou o consultor, pousando sobre a mesa um saco com areia, que começou a despejar no frasco. A areia filtrava-se entre os pequenos buracos deixados pelas pedras e pelas pedrinhas.




"Está cheio?" - perguntou de novo. "Não!" - exclamaram os ouvintes.




Pegou, então, um jarro e começou a jogar água dentro do frasco, que absorvia a água, sem transbordar.




Deu por encerrada a experiência e perguntou:"Bom, o que acabamos de demonstrar?"



Um participante respondeu: "Que não importa o quão cheia esteja a nossa agenda; se quisermos, sempre conseguiremos fazer com que caibam outros compromissos."


"NÃO!" - concluiu o especialista - " O que esta lição nos ensina é que, se não colocarmos as PEDRAS GRANDES primeiro, nunca seremos capazes de coloca-las depois.


E quais são as GRANDES PEDRAS nas nossas vidas?






Descobrindo as pedras grandes, o resto é resto, e encontrará o seu lugar"




PARA REFLETIR:






Que lugar tem ocupado em sua vida o Pai, a pessoa amada, seus filhos, sua saúde, seus sonhos???




Essas são as pedras grandes!




As pedras grandes são as coisas importantes de sua vida: seu relacionamento com Deus, sua família, seus amigos, seu crescimento pessoal e profissional. Se você preencher sua vida somente com coisas pequenas, como demonstrado com os pedregulhos, com a areia e a água, as coisas realmente importantes nunca terão tempo, nem espaço em suas vidas.