quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O QUE RESTARÁ DA SUA HISTÓRIA DE VIDA?

“Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas.” Salmo 145.4


Como as pessoas reagirão à nossa morte? Como será a notícia do dia do nosso falecimento? O que irão dizer a nosso respeito no dia em que morrermos? Como será o final da nossa história de vida?

Alfred Bernard Nobel nasceu no dia 21 de outubro de 1833 em Estocolmo, na Suécia. Era filho de um inventor e aos 16 anos já era um excelente químico. Como seus pais trabalhavam em minas, ele começou a trabalhar no sentido de estabilizar a nitroglicerina que é altamente instável e pode explodir.

Um de seus irmãos morreu numa explosão dessas. Nobel trabalhou no sentido de tornar a nitroglicerina não tão combustível para não explodir com tanta facilidade.

Nesse processo todo acabou inventando a dinamite e, também, passou a inventar outros tipos de dinamite que serviam para abrir estradas, buracos de minas etc.

Ele continuou os seus experimentos e acabou criando ainda outros explosivos que seriam futuramente utilizados na indústria bélica. Nobel fundou algumas indústrias de produção de armas. Sete anos antes de sua morte, um dos seus irmãos morreu.

Nessa época, eles já estavam milionários. Os jornais da França, quando receberam a notícia da morte do irmão do Nobel, confundiram pensando que quem havia morrido era o próprio Nobel. Os jornais diziam: “O mercador da morte morreu”.

Essa notícia correu através do mundo todo. Logo Nobel percebeu que a notícia falava sobre ele.

Então ficou tão abalado com a sua reputação e, sabendo a herança que ia deixar para o futuro de ser um homem que “mercadejava a morte”, ele deixou um envelope selado.

Neste envelope havia uma carta que dizia que ele iria deixar toda a sua fortuna para que se estabelecesse um prêmio na Suécia que honrasse aqueles que produzissem coisas boas e bonitas para a humanidade. Até hoje, o mais famoso prêmio que se dá àqueles que se destacam na medicina, na economia, na física, na química, na literatura e na paz, é o prêmio Nobel.

Quem ganha esse prêmio é honrado com um dos mais famosos e dignos prêmios que a humanidade pode dar a um ser humano. Nobel não queria ser lembrado como sendo “o mercador da morte”.

No dia em que morrermos, pelo quê seremos lembrados? No dia da nossa morte, as pessoas falarão a nosso respeito. Quando Jônatas morreu, Davi falou dele: “Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia de escarlata em delícias, que vos fazia trazer ornamentos de ouro sobre as vossas vestes. Como caíram os poderosos, no meio da peleja! Jônatas nos teus altos foi morto. Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres. Caiu um guerreiro em Israel!” 2 Samuel 1.24

Precisamos nos preocupar com aquilo que vamos deixar como legado. Grandes homens na Bíblia deixaram boas heranças:
  • Quando precisamos olhar para um homem que tinha intimidade com Deus, nos lembramos de Enoque.
  • Quando precisamos olhar para um homem de integridade, nos lembramos de José e Daniel.
  • Quando precisamos olhar para um homem humilde e quebrantado, nos lembramos de Davi, o homem segundo o coração de Deus.
  • Quando precisamos olhar para alguém que nos inspire pela sua singeleza de alma, nos lembramos de João, o discípulo amado.
  • Quando precisamos olhar para alguém que tenha conteúdo, disciplina e coragem, nos lembramos do apóstolo Paulo.
E nós? Que tipo de referencial seremos? Quando morrermos, qual será o legado que ficará de nós?

Qual será a lembrança que nossos filhos terão a nosso respeito?

Viver não é apenas desfrutar o presente. Quem vive apenas o presente, não vive. Viver é ter responsabilidade com o futuro. Se não tivermos responsabilidade com o futuro, condenaremos a próxima geração, pois estaremos colocando engrenagens em funcionamento que serão desastrosas para as pessoas que nos sucederão.

Muitas pessoas estão carregando consequências nos seus lares, fruto de decisões e atos de seus antepassados. São pessoas que hoje carregam marcas e estão destruídas.

A maior riqueza que deixaremos não é a material, e sim os valores que semeamos na vida de outras pessoas, que terão memória daquilo que fizemos. Quais são os processos que estamos gerando na nossa vida? Se alguém for escrever um relato da nossa vida, o que irão dizer? Que tipo de herança deixaremos?

Que possamos deixar uma marca positiva para nossa geração. Que possamos semear coisas boas na vida das pessoas e servirmos de inspiração para muitos.
 
Deus abençoe!
(**) Texto de Ronaldo Bezzerra
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